quinta-feira, 11 de outubro de 2012



FICHAMENTO

Capítulo 12 “A vida na memória”

Mestranda Karla Adriana Nascimento Cunico¹

GAUTHIER, Guy. A vida na memória. In: O documentário: um outro cinema. Tradução de Eloísa Araújo Ribeiro. Campinas: Papirus, 2011. cap. 12, p. 245-264.
                                                           


p. 245
O documentário é memória e testemunha lembranças.

p.246
O documentário refina a arte das relações entre o presente e a memória, e é um instrumento para o conhecimento histórico.

p.248
A memória dos objetos e dos lugares:
O documentário “de memória” foi impulsionado diretamente pelo cinema e dispõe, por um lado de testemunhos gravados para a circunstância, por outro, de arquivos recentes sob o controle do cineasta.  Em ambos os casos, se constituem fenômenos do século XX, pois buscam registrar sem reconstituição encenada e roteirizada, períodos em que os documentos a serem “naturalizados”, ou seja, reconvertidos em imagens cinematográficas. Podem se sustentar a partir de registros de lugares, obras de arte, textos e fotografias.

p. 250
“(...) os vestígios do passado se organizam em discursos.”
p. 251
Caso-limite - “documentário de memória” - quando o sujeito se situa em um período para o qual não há nenhuma imagem cinematográfica disponível, nenhuma testemunha viva, quando o documentarista necessita de registros escritos, para a sustentação de sua proposta.
p. 260
Os lugares não tem memória, portanto, só há lugares de memória na cabeça dos atores e das vítimas. O documentário apreende o instante em que a lembrança ainda não foi submersa pela lenda e pelo esquecimento.



¹Mestranda do curso de Patrimônio Cultural e Sociedade – Turma V da UNIVILLE. Integrante do Grupo de Estudos Imbricamentos de Linguagens.


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